29 de mai de 2012

O número da besta ou a besta somos nós, os eleitores?




Por Omégeni Ramos

Ficção baseada em fatos reais

Parece brincadeira, mas é a pura verdade: para alguns pré-candidatos a cargos políticos o valor de cada cidadão eleitor é de apenas R$ 50,00 antes das eleições. E para esses mesmos pré-candidatos, caso sejam eleitos, esse mesmo cidadão cujo valor era de R$ 50,00 antes das eleições, passa a ser R$ 0,00 durante os quatro anos seguintes.

Atualmente, no município de Pimenta Bueno, a correria nos bastidores políticos está a todo vapor, considerando a existência de vários os pré-candidatos, principalmente daqueles que pleiteiam uma vaga de vereador.

Fique esperto com aquele tipo de pré-candidato a político que nunca visitou o seu bairro e muito menos se deu ao trabalho de erguer a mão para lhe cumprimentar! Nos anos eleitorais o camarada aparece com antecedência e frequência, distribuindo comida, gasolina e álcool combustível, dinheiro, presentes e outras benesses nas comunidades do município; no entanto, após o dia da eleição recolhe toda a sua simpatia, atenção, dedicação aos mais necessitados e desaparece por longos quatro anos.

Muitos amigos e conhecidos na cidade de Pimenta Bueno já me informaram que alguns pré-candidatos a vereador, os quais pretendem ocupar uma vaga no Plenário das Deliberações Judismar Luiz Fuzari (Câmara Municipal de Pimenta Bueno), já estão aderindo a esse tipo de tática ilícita.

Há inclusive quem solicite a terceiros a estabelecerem conversas com as lideranças de bairros visando descobrir as necessidades emergentes daquele local, não para resolvê-las, mas para utilizá-las como instrumentos fundamentais para a criação e utilização na propagação de promessas “vãs”. O fato preocupante é de que juntamente com as promessas surge a desvalorização dos demais pré-candidatos possivelmente bem intencionados e não dispõe das mesmas condições financeiras; possuindo tão somente o conhecimento e as melhores intenções para o bem estar do cidadão pimentense e para o desenvolvimento do município.

Diante de tais fatos, questiona-se: Qual a credibilidade de um insensato, que faz promessas às quais não cumprirá?

Afinal, prometer e não ser capaz de cumprir também é uma forma de corrupção! Desconfie de quem não respeita a lei, de quem pretende conquistar seu voto com promessas impossíveis ou com pequenos agrados e daqueles que tentam convencê-lo a qualquer custo! Só se comporta assim o político que não tem comprometimento algum com o nosso município!


Caro cidadão lembre-se: “Voto é poder!“ É a escolha de pessoas que podem tomar decisões que repercutem diretamente no dia-a-dia, como o preço do pãozinho, a distribuição de medicamentos, a disponibilidade de transporte, a qualidade do ensino, da saúde e da segurança pública. Se você cidadão eleitor vender o voto que é o seu maior poder no momento, então que direito você terá para cobrar algo durante os quatro anos seguintes?

Reflita: Será que compensa “vender” o voto e ver o seu município passar por quatro anos de estagnação social com irreparáveis prejuízos para a  educação e saúde,  pulverizando a qualidade de  vida da população? Aquele que hoje compra o voto do cidadão, amanhã venderá o seu próprio diante de interesses próprios e ilegítimos.

Conclamo a você cidadão que vem sofrendo ao longo de vários mandatos, no município de Pimenta Bueno, com o descaso e abandono em algumas áreas: não se deixe corromper! Pois somente assim terá o direito de cobrar e consequentemente ser valorizado enquanto cidadão.

Sabemos que se aproxima mais uma eleição “democrática” por ser regida sob a concepção do “povo no governo”, em que pessoas são consideradas em condições de exercer sadia e honestamente a escolha dos candidatos à formação dos poderes executivos e legislativos dos municípios; afinal eles não são somente eleitos para representar o povo, eles também são pagos para isso!

Você sabia que “somente no Brasil se paga salário a vereador”? Exatos 181 países fazem parte da ONU (Organização das Nações Unidas). Em um só se paga salário a vereadores ou a pessoas que exercem funções equivalentes.

Então, caro cidadão, vamos fazer os cálculos desses rendimentos para que você saiba o quanto custa para o cidadão ser representado: Atualmente (2012), o salário bruto de um vereador do município de Pimenta Bueno é de R$ 3.600,00, esse valor anual totaliza R$ 43.200,00 e durante os quatro (04) anos de mandato totalizará um montante de R$ 172.800,00.

Há quem afirme que nas eleições deste ano tem candidato a vereador provisionando (pretendendo) gastar aproximadamente R$ 200.000,00.

Note pelo cálculo acima que durante os quatro anos de mandato é impossível um vereador ser restituído das despesas realizadas no decorrer de sua campanha por meio dos rendimentos do exercício desta função. Portanto analise: como será que esse candidato pretende recuperar os investimentos (gastos) resultantes de sua campanha?

Utilizando-nos de um exemplo ilustrativo, façamos o cálculo do retorno obtido por um vereador, conforme a legalidade. Pressuponha que um determinado candidato gaste R$ 200.000,00 e seja eleito.


Vamos fazer os cálculos:

R$ 200.000,00 (gastos durante a campanha) deduzidos de R$ 172.800,00 (rendimento total durante o mandato de quatro anos), proporciona um prejuízo de  R$ 27.200,00, ou seja, valor gasto sem retorno, significando ainda que teria que trabalhar os quatro anos sem salário e ainda ficaria com prejuízo.

Legalmente uma forma de esse vereador obter retorno dos valores gastos na campanha seria por meio de diárias. Então vamos calcular um pouco mais. Ilustrando, vamos utilizar como exemplo a possibilidade de recebimento de diárias para a capital do Estado de Rondônia - Porto Velho.

Imagine que acordos sejam firmados e cada vereador possa ter direito a apenas quatro (4) diárias por mês, então teríamos um total de 48 diárias ao ano e 192 diárias durante todo o mandato. Considerando que o valor da diária é de R$ 350,00, logo, o ganho mensal seria de R$ 1.400,00 por mês, totalizando R$ 16.800,00 ao ano; durante todo o mandato esse vereador ganharia o valor total de  R$ 67.200,00 de diárias.

Portanto, R$ 67.200,00 de valores de diárias recebidas dentro da legalidade deduzidos os R$ 27.200,00 resultantes de prejuízo devido a gasto no período de campanha, significa que irá trabalhar todo o mandato e ganhar R$ 40.000,00 legalmente, desde que jus ao recebimento das diárias(o que pode não ocorrer de forma habitual conforme citado no exemplo).

Observando mais uma possibilidade de retorno (ganho) conforme o principio da legalidade: “Diárias para a capital do Brasil - Brasília”.

Suponha que o mesmo vereador faça jus ao recebimento do valor referente a quatro diárias por mês referente a viagens realizadas para Brasília, obtemos um total de 48 diárias ao ano e 192 diárias durante todo o mandato de quatro anos.

Partindo do pressuposto que o valor de cada diária é de R$ 525,00, o ganho dele seria de R$ 2.100,00 por mês, de R$ 25.200,00 por ano, portanto, durante todo o mandato esse vereador ganharia R$ 100.800,00 de valores referentes às diárias.

Calculando: R$ 100.800,00 de diárias ganhas dentro da legalidade menos os R$ 27.200,00 que teve de prejuízo devido a gasto no período eleitoral, significa que irá trabalhar todo o mandato e ganhar R$ 73.600,00 legais se fizer jus ao recebimento das diárias.

Pelo exemplo ilustrativo, fica claro que não tem como obter uma alta rentabilidade, ou seja, alto retorno em termos quantitativos financeiros seguindo os parâmetros da legalidade.

Agora é pra confundir um pouquinho o cérebro. Considerando os dados acima e o valor aproximado de R$ 240.000,00 reais mensais resultantes de repasse dos cofres do executivo ao legislativo, assim cada vereador custa para os cofres públicos municipais o valor médio R$ 26.666,66. Diante de tanta repetição do número “6” eu me questiono: seria esta uma manifestação diabólica do número da besta ou a besta somos nós os eleitores? Afinal, nos deixamos levar por promessas vazias, que não poderão se cumprir ou ainda vendemos o nosso poder por míseros trocados, crentes de que “o tal camarada” se preocupe com o bem estar da população e não de seu bolso.

Admito que não sou muito bom em cálculos matemáticos, mas creio ser possível visualizar por meio dos cálculos apresentados, que legalmente não há como obter retorno dos valores investidos em campanha eleitoral para vereador. Então proponho que você analise os “porquês” de um investimento tão alto em uma simples campanha, respondendo a seguinte questão: alguém, em sã consciência investiria em algo que não lhe resultasse num retorno compensatório?

Diante disso, senhores eleitores lembrem-se: para esse próximo pleito as vagas de cadeiras para o legislativo municipal eram 9 (nove), passaram para 13 (treze), creio que possivelmente continuará 9 (nove), mas isso saberemos nos próximos dias.

Se com um menor número de vagas no legislativo já se investia alto nas campanhas, imagine agora com a possibilidade de aumento no quantitativo de legisladores. E o perigo desse alto investimento está no fato do desejo aguçado pelo retorno alto, rápido e independente de meios lícitos.   

Conforme dito anteriormente: não sou muito bom em matemática, mas procurei apresentar os cálculos aqui expostos da forma mais clara e objetiva possível, dentro da legalidade, permitindo a você caro leitor a possibilidade de refazer os cálculos e refletir sobre as seguintes questões: qual a real intenção, como trabalharia e qual seria o lucro obtido por quem gasta tanto nas campanhas eleitorais? Será que para isso utilizaria somente de métodos lícitos? A preocupação maior desse político é realmente com a população e suas necessidades?

Ressalta-se que o texto apresentado é uma mera ficção, uma vez que o repasse do Executivo para o Legislativo em Pimenta Bueno na realidade é de pouco mais de R$ 200.000,00. O termo “aproximadamente R$ 240.000,00” foi para chegar ao cálculo que se refere ao título do texto.

Também informo a você leitor que dos, aproximadamente, mais de R$ 200.000,00 repassados pelo Executivo para o Legislativo, 70% é gasto com folha de pagamento e encargos sociais e 30% utilizado para custear despesas dos vereadores e da casa de leis.


Em outra oportunidade apresentarei mais cálculos utilizando os dados referentes ao Poder Executivo como personagem central, pois agora estou cansado e meus pensamentos estão começando a se confundir. Até a próxima!



22 de mai de 2012

Pimenta Bueno - Pensando em locais que poderiam ser realizados grandes eventos


Enquanto aguardava no lavador 2000 a finalização do serviço de limpeza em minha motocicleta, me sentei numa rampa lá existente, abaixei a cabeça e comecei a refletir. Dentre as minhas reflexões, se destacou uma em especial acerca de eventos como a Feira Industrial e Comercial de Pimenta Bueno (FICOP), os quais deveriam ser realizados mais vezes durante o ano e em diversos locais da cidade.

Afinal, graças a II FICOP - Feira Industrial e Comercial de Pimenta Bueno - que será realizada nos dias 07,08 e 09 de Junho de 2012, na Praça dos Pioneiros, a área está atualmente recebendo manutenção adequada; prova de que eventos similares a este mobilizam esforços em prol da melhoria da cidade, inclusive por parte dos administradores públicos, ainda que certamente detenham segundas e muitas outras intenções.

Fiquei imaginando a realização da II FICOP, a qual será realizada neste ano de 2012, num outro lugar da cidade (diferente do então escolhido). E se o local escolhido fosse a Avenida Riachuelo? Imaginei a localização das tendas desde o trecho em frente à Escola Lairce Santiago até o bairro Triângulo Verde; certamente seria um marco na história de Pimenta Bueno, pois muitas famílias seriam beneficiadas e ficariam felizes, considerando que a referida Avenida Riachuelo, há alguns anos, só recebe manutenção quando o programa “Cidade Limpa” do Governo do Estado de Rondônia ocorre nesta cidade.

Você já imaginou se o local escolhido fosse a Rua Carlos Gomes, a qual é considerada uma das principais ruas do município, inclusive em virtude do intenso fluxo de veículos e pessoas; a sua restauração já está marcada, mas ainda sim creio que tanto para aquela localidade como também para a história de Pimenta Bueno seria um marco, pois a Rua Carlos Gomes, num passado não muito distante tornou-se motivo de piada a nível nacional devido ao quantitativo de buracos.

Outro local sugerido é a área pública, localizada no bairro Jardim das Oliveiras, onde, de acordo com projeto existente, deveria localizar-se uma área de lazer, a qual também seria uma ótima opção, pois o valor investido na obra ultrapassa os R$ 250.000,00 e sequer tem aparência de obra; tal fato me faz acreditar que se a II FICOP fosse ali realizada possivelmente a construção do Centro de Lazer seria concretizada.

A II FICOP está recebendo recursos através de convênios no valor total de R$ 180.000.00; sendo R$ 50.000,00 de emendas parlamentares e R$ 70.000,00 resultante de convênio do Governo do Estado de Rondônia e R$ 60.000,00 com a Prefeitura Municipal de Pimenta Bueno.

Esses pensamentos parecem bobos, mas vamos fazer um cálculo simples: no ano passado, para realização da FICOP foram montados 60 estandes. Imagine um estande montado a cada 50 metros de rua esburacada de Pimenta Bueno. Analisando as medidas de 50m X 60m, o trabalho de manutenção do local onde se realizará o evento totalizam 3.000 metros de ruas com devida manutenção e muita gente feliz. Simples assim! Afinal, se a Praça dos Pioneiros é uma área pública praticamente abandonada e agora está recebendo o milagre da manutenção em virtude da FICOP, o mesmo aconteceria em outros lugares desta cidade caso sediassem tal evento.

Caríssimo administrador público, representante do povo pimentense: O que pensam sobre a realização de eventos desse porte em vários pontos considerado como “críticos” e abandonados de nossa cidade? Pense com clareza e objetividade, pois a população se alegraria não somente com o evento, mas principalmente com a execução de uma gestão publica eficiente e efetiva.

Totalmente perdido no universo de meus pensamentos particulares, retornei a realidade quando meu amigo Alex tocou minha cabeça, informando que minha moto já estava limpa. Então, parei de pensar e fui encarar os desafios do meu cotidiano.

Por: Omégeni Ramos

21 de mai de 2012

Joãozinho visita Pimenta Bueno e diz que obras são piadas que precisam ser contadas

Ficção baseada em fatos reais por Omégeni Ramos

Ao visitar o Estado de Rondônia, o famoso e conhecidíssimo por suas piadas, Joãozinho, resolveu conhecer o município de Pimenta Bueno localizado a cerca de 500 quilômetros da Capital Porto Velho.

Na imaginação de Joãozinho, Pimenta Bueno era uma cidade com uma diversidade de pontos turísticos (arqueológicos, ufológicos, ecológicos, de entretenimento, dentre outros) por algumas informações que ele possuía até então, tais como:

A existência de dois “fósseis” de dinossauros (possibilidade de prática de turismo arqueológico);

Duas supostas áreas exclusivas para pousos de O.V.I.N.I.s (Objetos Voadores Não Identificados), mais conhecidas como “aeroporto de discos voadores” (indicadas para prática de turismo ufológico);

A cidade, conforme informações que Joãozinho possuía, contava com a presença de “dois elefantes brancos”, raríssimos, não encontrados sequer nos safaris da África, mas que aqui conviviam em meio a população; não em plena harmonia (risos), conviviam, o que possibilitava a prática do turismo ecológico tão amplamente difundido a nível mundial;

Duas “mega” mesas de sinucas (turismo para fins de entretenimento).

Ao chegar a Pimenta Bueno Joãozinho se impressionou com a receptividade da população na rodoviária e do guia de turismo que o esperava.

Conversa vai, conversa vem e Joãozinho pediu para o guia de turismo leva-lo aos pontos turísticos dos quais tanto tinha ouvido falar, travando-se a partir daí um diálogo entre eles:

O guia de turismo olha pra Joãozinho e diz:
- Creio que você esteja se referindo as obras dos dois viadutos que demoraram mais de seis anos para serem concluídas.

Joãozinho questiona:

- Viadutos? (O garoto questiona, com certo tom de espanto em sua fala, pois acreditava, até então que conheceria um fantástico e extraordinário ponto turístico).

E o guia de turismo informa:

- Não deixa de ser um ponto turístico, pois em virtude da construção dessa obra nosso município ficou conhecido nacionalmente como “a cidade dos dois dinossauros”, do “aeroporto de disco voador”, das “mesas de sinucas gigantescas” e outros apelidos mais “ecologicamente corretos”, como por exemplo, “elefantes brancos”.

Joãozinho exclama, abismado:

- Uau! Até parece piada! Aliás, consegue ser mais hilária que as minhas. E cá pra nós: é fato de que ela será contada e recontada várias vezes neste ano de 2012, principalmente no período eleitoral.

Curioso, como sempre, Joãozinho questiona:

- Qual o valor do gasto nessa obra dos viadutos?

Guia de turismo: - Mais de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).

Joãozinho abre o riso e diz:

- Seria trágico se não fosse cômico! Partindo da realidade isolada dos viadutos, será que essa realidade da má aplicação de recursos públicos se expande para outros investimentos públicos municipais? Será possível nos depararmos com mais “piadas” similares a esta?

Guia de turismo: - Joãozinho, não é possível afirmar a existência de tais “piadas”, mas um fato é certo: em Pimenta Bueno são supostamente investidos milhões e milhões de reais em obras, as quais tem o tempo de conclusão extrapolado (quando são efetivamente concluídas), ou até mesmo necessitam da liberação de créditos adicionais para que sejam restauradas (reparadas) antes mesmo de sua utilização.

Continuando sua explanação, o guia de turismo acrescenta:

- Um exemplo prático e clássico é a obra do que deveria ser considerado o “Teatro Municipal”, o qual, na ocasião de sua inauguração sequer contava com os assentos previstos no projeto. Ainda assim foi inaugurado e utilizado como fator de marketing positivo para município; no entanto, até a presente data o mesmo não foi utilizado e já teve que passar por reparos na estrutura.

Para concluir, o guia de turismo acrescenta:

- Na obra do suposto “Teatro Municipal”, há registros de que foram gastos aproximadamente um R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) ou mais.

Continuando o passeio pela cidade de Pimenta Bueno, Joãozinho, em tom menos divertido e mais sarcástico afirma:

- Gostei da conta! (risos do Joãozinho). Mostre-me mais ”piadas”, digo, “obras”, pois aqui me parece que poderemos apreciar um considerável quantitativo delas!

Na oportunidade, o guia de turismo, ao avistar o Bairro Triângulo Verde, mostra a Joãozinho, dizendo:

- Neste momento estamos no bairro Triangulo Verde, mais conhecido como “Mutirão”, exatamente aqui onde estamos existia uma placa que continha os dizeres: “Pavimentação em blocos intertravados de concreto nos Bairros Triângulo Verde e Nova Pimenta”. Ainda era possível visualizar a informação sobre o valor do investimento na obra, o qual ultrapassava R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

Joãozinho, neste momento tem a sua curiosidade ainda mais atiçada, e o que deveria ser um passeio turístico parece mais uma “caça ao tesouro às avessas” e empolgado, pede ao guia de turismo:

- Vamos então visitar as ruas do bairro Nova Pimenta com os bloquetes!

Com um risinho fraco, amarelo e frustrado, o guia de turismo lamenta e informa a Joãozinho que no bairro Nova Pimenta não há sequer meio quarteirão com bloquetes.

Joãozinho, agora confuso, pergunta ao guia de turismo:

- Uai?! A obra dos bloquetes deveria abranger os bairros Triangulo Verde e Nova Pimenta, certo? E o que houve para que o bairro Nova Pimenta não fosse beneficiado conforme previsto no projeto?

Sentindo um relativo constrangimento, enquanto cidadão pimentense, o guia de turismo diz a Joãozinho:

- Isso eram os dizeres da placa. Sinceramente eu não sei te informar o que aconteceu. Já cheguei a pensar inclusive que as informações contidas na placa eram incorretas, afinal, como você já pode observar, para a infelicidade do cidadão pimentense: aqui tudo pode acontecer! E seguindo a teoria do caos: “Nada é tão ruim que não possa piorar”.

Neste momento Joãozinho não controla seus pensamentos e solta uma gargalhada, comentando em seguida:

- “Cê” sabe que estou adorando essas “piadas”! De fato são bem melhores que as minhas! O cotidiano do cidadão pimentense realmente faz jus a frase que já disse e repito: “Seria trágico se não fosse cômico”.

Enquanto conversavam, continuavam o seu percurso e já do outro lado da cidade, no Bairro Jardim das Oliveiras o guia de turismo segue informando a Joãozinho sobre aquele bairro. Afirmou, apontando para um local onde praticamente não há nada construindo, que ali deveria existir um “Centro de Lazer”, e que apesar da “invisibilidade” da obra, ali já haviam sido gastos mais de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais).

Joãozinho, pasmo e incrédulo afirma:
- Se a população pimentense vir conferir esta obra perceberá claramente o que foi feito, ou seja, quase nada para ser considerado como obra e tampouco exigiria o gasto que afirmam ter ocorrido para esta execução. Mais uma piada caprichada!

Joãozinho, ainda gargalhando, prossegue dialogando com o guia de turismo, enquanto prosseguem o percurso, atento a cada informação acrescentada:
- Agora estamos diante da obra de um dos quatro barracões que seriam construídos para instalação dos feirantes; mas até a presente data este foi o único construído, no qual foram gastos R$ 260.000,00 (duzentos e sessenta mil reais). Hoje esta instalação é utilizada como garagem para máquinas e equipamentos da Secretaria de Obras.

Joãozinho, com seu riso solto e cínico analisa e afirma ser muito investimento para praticamente finalidade alguma e ainda acrescenta:

- De barracão para feirantes transformou-se em depósito e garagem! É mais uma “piada” e muito boa.

Percorrendo ruas e avenidas de Pimenta Bueno, Joãozinho e o atencioso guia de turismo pimentense avistam um novo bairro. O guia de turismo informa a Joãozinho:

- Contemplamos agora uma obra de asfalto sendo executada! São mais de 1.300 metros de obra, cuja execução está sendo somente em alguns trechos de ruas e avenidas do bairro Vila Nova. Essa obra deveria ter sido finalizada no mês de novembro do ano de 2009 e o custo seria de R$: 800.000,00 (oitocentos mil reais), no entanto já estamos no ano de 2012, e seu valor estimado ultrapassa R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

Joãozinho, com o seu sutil, mas às vezes, “ácido” humor diz:

- É uma piada atrás da outra! Será que é somente coincidência o fato dessa obra esta sendo executada somente agora, considerando que estamos em ano de eleições municipais? Afinal, deveria ter sido finalizada em 2009! Coincidências existem, mas está há de se duvidar!

Continuando o percurso turístico, o guia de turismo avisa a Joãozinho que estão passando em frente à obra da “Capela”, a qual foi construída há quase dois anos, sendo gastos quase R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) e até agora não foi inaugurada.

Joãozinho então diz:

- Fala sério! Deve existir uma boa explicação para isso, como por exemplo, a falta de defunto!

O guia de turismo pimentense então afirma a Joãozinho:

- Você não viu e nem ouviu nada ainda! São muitos fatos a serem contados que acontecem nesta cidade de Pimenta Bueno. Recentes boatos afirmam que algumas “mentes pensadoras” querem usar uma pimenta (condimento) em um monumento, estátua ou algo similar, para ser usado como símbolo que represente a nossa cidade.

Mas essa cidade também tem empreendimentos que muito nos orgulham – afirma o guia de turismo -. Informando que:

- Hoje a cidade de Pimenta Bueno é conhecida, inclusive a nível internacional, por ter uma empresa montadora e fabricante de bicicletas; também por ocasião da existência de um Pólo de Indústrias de Confecções; o Pólo Cerâmico que sempre movimentou a economia local vem se especializando cada vez mais; o setor da Pecuária em pleno desenvolvimento; o artesanato local; a distribuidora de água mineral; bem como a piscicultura com laboratório de alta tecnologia; setor metalúrgico em plena expansão e dentre outros ramos que elevam o nível de reconhecimento do nome da nossa cidade e o fazem despontar positivamente nos diversos cenários da sociedade.

Joãozinho então exclama:

- Nossa! Ainda bem que me contou sobre esses empreendimentos maravilhosos, pois se dependesse das obras públicas relatadas, eu já estava ficando envergonhado, afinal minhas piadas tornaram-se “sem graça”, quase “histórias de velório” perto delas. E eu que achava que as minhas piadas eram as melhores!

- Está percebendo Joãozinho, que ainda diante de tanta circunstância desastrosa, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de um município é possível se surpreender? Afinal, os gestores e fiscalizadores dos recursos públicos podem até não cumprir seu devido papel, mas aqueles que acreditam no nosso município continuam a investir e a auxiliar no desenvolvimento local. Dizem que: “Uma andorinha só não faz verão”, mas com duas ou mais reunidas o céu fica mais belo! – Afirma o guia de turismo.

Finalizado o passeio turístico, o guia de turismo e Joãozinho se despediram. Na oportunidade o guia de turismo fez o convite para que Joãozinho retorne mais vezes ao município de Pimenta Bueno, pois muitas outras piadas ainda precisam ser contadas.

Omégeni Ramos (personagem: Guia de turismo)

10 de mai de 2012

“Mentes pensadoras de Pimenta Bueno” por Omégeni Ramos

A história conta que o Cel. Rondon batizou por "Pimenta Bueno" uma das estações telegráficas por ele implantada na região de "Rondônia", em homenagem a Francisco Antônio Pimenta Bueno, filho do Dr. José Antônio Pimenta Bueno, Marquês de São Vicente.

Não achei na história que o homenageado era produtor de pimenta (condimento), seja de cheiro, do reino ou qualquer outro tipo; mas sim que o mesmo era coronel de primeira classe do exército brasileiro.

Você deve estar se perguntando onde quero chegar?

Vamos aos fatos!

Recentes boatos locais afirmam que algumas “mentes pensadoras” querem usar uma pimenta (condimento) em um monumento, estátua ou algo similar, para ser usado como símbolo que represente a nossa cidade.

Vamos analisar: A cidade de Pimenta Bueno é conhecida por produção de pimenta (condimento)?

É perceptível que não! Então quais motivos justificariam a utilização de uma pimenta (condimento) enquanto símbolo representativo de nosso município?

Faça-me um favor “mentes pensadoras”: sejam mais plausíveis e menos fúteis!

Há muitos anos a cidade de Pimenta Bueno era chamada de “Princesinha da BR 364”, fato este deturpado pelas sucessivas “in” gestões da “coisa” pública municipal.

Partindo-se do pressuposto de que até então a imagem do encontro dos Rios Barão do Melgaço e Pimenta Bueno é usada como símbolo representativo de nossa cidade, alguns fatos nos fogem a compreensão.

Como, por exemplo, o monumento que foi colocado na Praça dos Pioneiros. Sempre houve a percepção de que o encontro dos rios tinha a forma de um (Y) e no monumento esse (Y) é apresentado de cabeça para baixo. Certo de que deve existir um motivo lógico, proponho-me a averiguar e informar a você, caro leitor.

A nossa querida cidade de Pimenta Bueno teve sua imagem divulgada negativamente a nível estadual, nacional e internacional em virtude de uma obra pública que demorou mais de seis anos para ser concluída; nossa cidade se tornou motivo de chacota por causa dos viadutos, hoje concluídos.

Mesmo com péssimas administrações, o município vem se desenvolvendo graças a empresários que sempre acreditaram e continuam investindo cada vez mais em seus empreendimentos, fazendo com que o município de Pimenta Bueno seja conhecido e reconhecido pela sua capacidade de geração e distribuição de riquezas (foco econômico).

Hoje a cidade de Pimenta Bueno é conhecida, inclusive a nível internacional, por ter uma empresa montadora e fabricante de bicicletas; também por ocasião da existência de um Pólo de Indústrias de Confecções; o Pólo Cerâmico que sempre movimentou a economia local vem se especializando cada vez mais; o setor da Pecuária em pleno desenvolvimento; o artesanato local; a distribuidora de água mineral; bem como a piscicultura com laboratório de alta tecnologia; setor metalúrgico em plena expansão e dentre outros ramos que elevam o nível de reconhecimento do nome da nossa cidade e o fazem despontar positivamente nos diversos cenários da sociedade.

Porque essas “mentes pensadoras” não usam as riquezas disponíveis e as transformam em um símbolo que verdadeiramente possa sim, ser a forma de representar a nossa querida cidade?

É incompreensível: o que uma pimenta (condimento) tem haver com nossa cidade? Faça-me um favor “mentes pensadoras”.

O que acabei de passar através desse texto para você leitor, são apenas comentários, mas o que me deixou impressionado é que esse possível símbolo, uma pimenta (condimento) seria usado em um grande evento que será realizado no próximo mês em nossa querida cidade.

Tomara que essas “mentes pensadoras” não levem a frente essa “idéia de jerico” que não tem nada haver com nossa história ou realidade.

Sugestão

Deveria ser feito um concurso englobando todas as nossas riquezas, seja natural ou industrial para saber de verdade o que usar como símbolo de Pimenta Bueno.
Um exemplo é o concurso que foi feito para a escolha do Hino de Pimenta Bueno que hoje muito nos orgulha.
Cada um tem a sua forma de pensar, essa é a minha, mas estou aberto a sugestões e opiniões.

Omégeni Ramos